BOOKLOVER | Quem è Deus?

Aconselho sua leitura a quem está querendo entender os movimentos fundamentalistas atuais.

Nestas fèrias pude ler finalmente Deus não é grande, a obra direi màxima de Christopher Hitchens, falecido em 2011. Fazia parte do movimento chamado de “novo ateísmo”, e era conhecido também por ser um crítico de figuras como Madre Teresa de Calcutá, Bill e Hillary Clinton e Heryn Kissinger.

 

Incisivo, ele coloca por terra nesta obra todas as falácias das religiões/religiosos mais fanáticos, apontando incongruências, quase sempre provando estas com evidências científicas, históricas e lógicas, e racionalmente desnuda o fenômeno religioso que infelizmente ainda permeia nossa forma de viver este mundo... O subtìtulo jà diz a que veio o livro: Como a Religião envenena tudo. Esta, criada pelo homem (no masculino mesmo) apenas para explicar algo que á época a ciência não era capaz - esta nem existia! - sendo a base de todos os totalitarismos e repressões mais egoístas, cruéis e gananciosas que a Terra viu até hoje.

 

Na sinopse ele jà sinaliza à que veio: "Deus não criou o homem à sua imagem. Evidentemente foi o contrário, e essa é a explicação indolor para a profusão de deuses e religiões e o fratricídio e religiões e no interior dela que vemos ao nosso redor e que tanto tem adiado o desenvolvimento da civilização.”
Em outros capìtulos ele comenta sobre grandes males que foram responsàveis pelo racismo e opressào feminina ainda atuais: "no Velho Testamento é a justificativa original para a escravidão. O genocídio no Velho Testamento é a justificativa original para o genocídio. Essas duas desculpas que têm sido usadas há muitos anos não teriam o crédito de pessoas inteligentes se não parecessem originar-se de uma autoridade divina. E então, sem esgotar o assunto, quero dizer que a religião não é somente produzida pelo homem, pois é obviamente criada pelo ser humano, não criada por Deus, mas é também produzida pelo homem no sentido masculino. E não acredito que vocês possam me mostrar alguma religião, monoteísta ou politeísta, que não seja voltada à subordinação das mulheres em relação aos homens, à sujeição das mulheres à vontade dos homens, e ao insulto às mulheres, até mesmo por sua natureza. Não existe uma pregação da religião, católica, protestante, judaica ou muçulmana, que não mostre o medo assustador da vagina feminina, às vezes expresso no culto tolo ao parto imaculado – não existe um único Deus que tenha nascido por meios naturais, existe um culto ao parto imaculado que se perde nas brumas do tempo –, ou o medo doentio do sangue menstrual, que é comum a todas as religiões e, na maioria das vezes, nega o sacramento às mulheres durante esse período. Nada poderia tornar mais claro que a religião se baseia em uma forma de repressão egoísta, cruel, gananciosa, repulsiva e ofensiva."
Tambèm nos mostra que as religiòes monoteìstas instauraram o que hoje chamamos de Totalitarismo: "acreditamos que o impulso religioso deveria ser resistido por uma única razão, se é que é possível dar uma única razão: porque ele representa a origem do totalitarismo. E a origem do totalitarismo não está, como às vezes somos levados a pensar, na vontade dos outros, na vontade de ter poder absoluto sobre nós. Evidentemente, existe essa vontade de poder, de poder absoluto em relação à posse completa do controle total sobre outro ser humano. Sim, sabemos que existem os que desejam isso, os que sonham com isso, que fantasiam sobre isso. Mas a tarefa é facilitada por aqueles que desejam ser dominados dessa maneira, que querem ser escravos, que não desejam ser livres, que querem que todas as decisões sejam tomadas por eles. E nós, com uma parte de nós mesmos, somos com frequência os cúmplices, os cúmplices masoquistas destes, dos sádicos, que desejam o total domínio sobre a nossa vida pública e privada. E essa é a definição de um totalitário verdadeiro, total: a abolição da diferença entre a vida pública e a privada, a dissolução do conceito de privacidade. Os que querem que haja um Deus que vigie cada ação e cada pensamento, quando você está acordado, quando dorme, antes de você nascer, durante sua vida e após a sua morte".

 

Ele deixa bem claro como è necessàrio estudarmos as condições històrico-culturais que possibilitaram o surgimento de determinadas religiões para compreendê-las melhor, uma vez que como "produto humano", não veio do nada mas junto de contextos históricos nas respectivas èpocas. Assim, aconselho sua leitura a quem está querendo entender os movimentos #fundamentalistas atuais e as reviravoltas sócio-culturais do #Zeitgeist causadas principalmente pelos #Monoteismos principais: #Judaísmo #Islamismo e #Cristianismo.

 

 

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