A Psicologia è a Ciència mais pròxima à Religiào

O Vaticano se abre à discussào cientìfica esta semana comemorando o padre criador do big bang!

Soube com esta news do Corriere della Sera que esta semana, organizada pela Specola Vaticana, que em outras palavras, è o observatório do Papa, está acontecendo uma conferência com um selecionado grupo de cientistas, alguns inclusive são prêmios Nobel, sobre “Buchi Neri, Onde Gravitazionali e Singolarità dello Spazio-Tempo”. O objetivo da Santa Sede è o de celebrar George Lemaître, que poucos conhecemos.

Foi illuminante a idéia deste padre católico, de que tudo aquilo que vemos ao nosso redor è resultado de uma grande explosão de milhões de anos atrás, que resultou no que hoje conhecemos como Big Bang. Ele a chamava poeticamente de “ovo cósmico” ou ainda Atomo Originario. Teoria inclusive negada à época por seu amigo físico Albert Einstein. Este voltou atrás anos depois, mas jà era um pouco tarde…

Lemaître era um intelectual profundamente interessado à relação entre Fè e Ciência, onde a semelhança das linguagens è intensa (universo, criação, existência ou não de um criador…) e neste percurso fez muito mais do que isso, pois afirmou, após longos estudos, que não era a Cosmologia o ramo da Ciência mais vizinho à Religião, e sim, a Psicologia! Em seus discursos ele tambèm relatava os conflitos da religião com o mundo científico, notando que que algumas destas o combatiam o outras não.

Mas, de onde vem as diferenças entre ambas? Sendo a Religião uma estrutura cultural e social (è sempre um homem a crià-la, não esqueçamos!) tendo sido impactante na evolução das civilizações, identificando-se portanto na gestão do poder e das coisas públicas, ela sofreu grandes perdas de credibilidade quando o Estado começou a oferecer as democracias laicas, por exemplo. Aqui, em um tecido tolerante e pluralista, a Ciência começou a ocupar o seu lugar e a interrogar o que esta fazia hà centenas de anos, como de onde viemos e quem nos criou.

As Religiões neste ponto começaram a se tornar irrelevantes e o conflito iniciou. As novidades vistas como perniciosas pelos religiosos, principalmente da Igreja Catòlica, foram a tônica de Papa Pio XII (1938-1958) que era contra todas as liberdades (religiosa, de imprensa, de consciência) num revival de idéias que muito recordava o clima da época de Galileo Galilei ou Giordano Bruno. O centralizar-se sobre si mesma e a sua batalha contra a Ciência são de fato a causa mais provável do descrédito de uma parte das pessoas em torno a esta Religião, mas, nem todas são assim.

Vale lembrar que a Igreja Católica hoje representa apenas 17,8% dos habitantes da Terra, que em termos numéricos fala de 1 bilhão e 272 milhões de pessoas. E neste panorama existem outras religiões que não tem dificuldade nenhuma em aceitar o fato de que o passado do Universo não pode ser compreendido apenas lendo um capítulo da Bíblia. Nisto acreditam os criacionistas (aqueles que acreditam que a humanidade, a vida, a Terra e o universo são a criação de um agente sobrenatural) que hoje são 42% dos norte-americanos (!) mas o clima das demais religiões è bem outro.

Iniciando da laicidade da vida pública, a pluralidade das opiniões a tolerância a quem è diverso de nòs, e a idéia de que nenhuma pessoa ou religião seja depositária da única verdade, convergem muitas outras doutrinas religiosas, como por exemplo o Budismo e a Igreja Anglicana. Estas não cercam de impor o seu ponto de vista a quem não o compartilha , bem como comportamentos morais a quem hà uma moral diversa, e não tem a presunção de ensinar aquilo que não sabem ou não experenciaram sobre a própria pele. Buddha jà dizia “Non credete minimamente a ciò che dico. Non prendete nessun dogma o libro come infallibile.” endereçando o aluno  experenciar na própria pele o ensinamento e não apenas aceitar verdades escritas hà mil anos atrás por sabe-se là quem.

 

Estas sabem falar de forma equilibrada à homens e mulheres, portando sempre com si reflexões profundas sobre nossas escolhas, nossas relações, nosso ser interior. Oferecem ensinamento, transcendência, ritos, coesões e, muito importante hoje, refúgio.

Sao religiões que sabem que o seu verdadeiro saber vem do nosso interior, da nossa psique, do sentido que escolhemos para a nossa vida, não o mundo em torno de nós, ou das leis das coisas públicas. São as religiões que sabem que nada tem a ver com a Cosmologia, e então são curiosas em aprender o que esta nos ensina, assim como è Dalai Lama e estes organizadores da conferência no Vaticano. São religiões que querem dialogar utilmente com a ciência mais vizinha à religião: a Psicologia!!!  Como indicava aliás George Lemaître, com um senso profundo da importância e dos limites da Ciência , mas tambèm dos limites da Religião.

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