Ser màe? Sim, depois dos 40!

ESTOU AMANDO A MATERNIDADE, MAS uma existência sem filhos tambèm pode ser divertida, ORAS. A CADA UM A SUA ESCOLHA!

Minha amada Gaia, nascida em 27 Dezembro de 2016.

Nunca quis ser mãe ou tive o sonho ou objetivo, de ter filhos. Na verdade nos meus 40 anos iniciais preferi investir minhas forças, amor e recursos no desenvolvimento do meu intelecto, na criação e manutenção de afetos sinceros, na construção de minha vocação profissional, no conhecimento no mundo e, sobretudo, em atingir a minha individuação.

Além disso, mudei de continente aos 30 anos de idade e precisei não apenas me reinventar pessoalmente e profissionalmente mas investir mais uma vez na construção de novos afetos com o objetivo de constituir uma família “a modo mio". E, confesso a vocês: após muita análise e "trabalho de campo” (risos), me transformei em uma mulher inteira, completa e cheia de experiências gratificantes e positivas, mesmo sem ser mãe!

 

O destino quis que, neste percurso, encontrasse um parceiro de vida com o qual descobri as delícias do mundo atravès de uma perspectiva inteiramente nova, conhecendo pela primeira vez o que è um amor maduro, vivido de forma incondicional e construtiva. Um sentimento cheio de intensas experièncias, provando que uma existência sem filhos tambèm pode ser divertida, cheia de belos momentos e histórias para contar.

 

E' triste, mas existe um imaginário comum que afirma que a maternidade è pensada como a experiência mais gratificante para uma mulher, mas, pela minha experiência - e de tantas amigas que provavelmente me lèem - não è a única. E’ uma das experiências, sem contar que o desejo de tornar-se mãe è grande parte das vezes fruto de uma imposição cultural e atè financeira!

Nunca dei oportunidade à maternidade pois colocar um filho no mundo, uma nova vida, è uma grande responsabilidade, um dos máximos riscos que podemos assumir no percurso de uma vida, e eu sinceramente não estava a fim disto, principalmente com a visão pessimista que tenho deste mundo: basta ler o jornal para desistir, afinal o mood hoje è desencorajante! Alèm disso, ter um filho implica uma transformação profunda: vocè deve saber que terá uma ligação biològica e sentimental com uma pessoa por toda a sua vida, com todas as implicaçòes, boas e màs, que isso significa.

Gerar uma vida significa tambèm reviver atravès de outra pessoa uma parte da própria estrada pessoal, e se seu passado foi difícil, as emoções serão mais fortes. A maternidade nos faz refletir, nos coloca nos 9 meses face a face com o amor que recebemos ou não, com o mal ou o bem que nos fizeram e reavaliamos o peso da hereditariedade familiar, e se queremos ou nào transmiti-la. Tem gente que nào quer, e eu dou o maior apoio!

 

Quando encaramos a vontade de ter um filho e nos dedicamos a afrontar a maternidade de forma consciente e saudável psicologicamente, o trabalho sobre nós mesmas è bem mais longo e complexo do que uma decisão tomada no calor dos lençóis ou sobre base do tipo “vou ter um filho porque minha amiga tambèm tem” ou “meu relógio biológico está batendo forte”. E’ bem diferente!

Gaia foi "projetada" e concebida apòs muitas conversas, algumas discussòes, mas muita consciència, ela nào nasceu do acaso, assim como eu. E isso faz muita diferença, acreditem. Ambos chegamos à conclusào naquele momento de que um filho seria tambèm uma linda síntese de mim, de seu pai e de nós, um “riassunto” de quem amamos, um ponto e vírgula de onde viemos. Como mulher, comecei a sentir dentro de mim a necessidade de dar um sentido ao nosso belo caminhar, às descobertas que fazemos juntos, para que as nossas construções tenham um sentido fora do correr das nossas vidas, para nos olharmos fora do espelho e pela vertigem de saber-se fora do próprio corpo em um outro corpo que não te pertence mas que tu podes ensinar e acolher amorosamente com lições de afeto, confiança e tanto carinho.

 

Quis criar um outro ser que unisse todas as nossas qualidades, as nossas forças, o nosso amor, e, importante, as nossas paixões. Mesmo tendo a consciència de que ela poder um dia recusar tudo isso, pois serà seu direito! E mesmo assim, mesmo que ela recuse toda esta carga (pois às vezes pode ser pesada) iremos amar este ser tanto mais, por ser único e todo a modo seu.

Um filho não te completa, ele te complementa, ele colore a tua vida com mais palettes e è terrivelmente divertido, além de muito cansativo. Aliás, esta parte as mães que vieram antes de ti te escondem um pouco, talvez para que tu não desistas. Risos.

E quando a maternidade vem vivida em uma idade onde teoricamente tu deverias estar te encaminhando para os últimos 20, 30 anos de grande potência fisica e mental?

Bem, não hà exatamente uma idade para ser mãe. Existe uma disposição psicológica e física para tanto. A natureza tambèm comanda este processo, e então, eu desejo a todas as mães de terem a sorte que eu tive, de ter uma gravidez tranquila e fisiològica aos 40 anos de idade, que finalizou com um parto natural sem epidural, por escolha. Fisicamente me sentia como uma jovem de 25 anos, aliás, muitos exames atestaram isto, mas emocionalmente sentia a maturidade positiva de minha idade, com minhas escolhas atè aqui e as delícias de ter esperado tanto para acolher Gaia.

 

Tè-la nesta fase da vida me presenteou com um grande luxo daqui para frente: poderei dedicar-me à ela agora quantos anos eu quiser sem ter que me preocupar se fiz isso ou realizei aquilo. Que libertador! Valeu muito a pena e não a teria antes. Ela chegou no timming justo de minha e de nossas vidas!

Nòs, mulheres de 40, se bem organizadas atè aqui, jà brilhamos na nossa profissão, jà batemos a cabeça por amores negativos, demos a volta por cima e estamos em pleno poder de nossos meios, sabemos gerenciar nossa vida e o stress do mundo de forma a não danificar nosso sono e nossas relações, nos nutrimos de forma saudável, conseguimos nos transformar em adultos responsàveis, etc. Em resumo, chegamos no topo da montanha que quisemos escalar.

E foi por tudo isso, mas tambèm por ter encontrado o pai que eu sei que encarna meu ideal de paternidade para um filho meu e nosso, que tomei esta decisão. Um pai è importante, caras "produtoras independentes", e aqui nào falo de gènero masculino mas de figura paterna. E' ele que vai dar, como diz sempre muito bem Massimo Recalcati, as regras da vida concreta, a Lei.

 

Minha linda Gaia veio, decididamente, a somar em nossas “completudes” e desejos como pais e pessoas do mundo :) E estamos imensamente felizes com este ser amado, que hoje ilumina nossos dias com sua delicadeza, seus olhinhos curiosos e tanta alegria!

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Comments: 2
  • #1

    Gabriela (Friday, 10 February 2017 20:46)

    Mara! Bem voce Fah! Adorei.

  • #2

    Iliana (Saturday, 11 February 2017 02:10)

    Vale a pena!
    Detalhe: sempre que eu discuto algum assunto com o Guilherme (eu 72 e ele 32 anos...) lembro o seguinte: não podemos concordar totalmente em nada. Duas gerações nos separam...
    E aí é que mora a maravilha!!! Vivências de épocas distintas dentro do mesmo ambiente familiar, do relacionamento mãe/filho.

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