#InputsFromFuorisalone | Quando a Bellezza encontra o Design

Afinal, o que é beleza? Gosto se discute? A Beleza deve ser analisada friamente ou livre das amarras da razão?

Meu #InputsFromFuorisalone foi diverso este ano, como todos o sào, pois cada ano busco percorrer esta imensa selva criativa com um foco e este ano este foi direcionado aos locais de Grande Bellezza que abrigaram Design Contemporàneo, inspirada ao meu (e ao nosso) grande Maestro que nos deixou recentemente: Umberto Eco.

Explico: vocès certamente conhecem e leram jà seus dois volumes sobre Arte mais famosos: Història da Feiùra e Història da Beleza, publicados na Itàlia em 2004 e 2007 respectivamente, e que tiveram um enorme sucesso tambèm em portuguès. Se ainda nào leram, por favor, elejam como o pròximo presente da lista de aniversàrio pois sào fundamentais para o entendimento da civilizaçào do nosso presente. O pròprio Eco, sempre foi um grande admirador da Bellezza das Artes, da Mùsica, da Literatura, da Arquitetura e nào sei se sabiam, do Design. Basta visualizarmos as peças que ele escolheu para mobiliar a sua casa - e livraria - cujas janelas abrem-se para o Castelo Sforzesco do Parco Sempione.

Voltando aos livros que indiquei, atentem, porque nào contam uma história da arte nem um estudo de estética, mas valem-se de ambos para delinear a idéia de Beleza e Feiùra desde a Antiguidade até os nossos dias. Neles Eco refletiu sobre as diversas transformações do conceito de Beleza e Feiùra não apenas no mundo das artes, como em diversas áreas do conhecimento, como a filosofia, a teologia, a ciência, a política e a economia. Um belo estudo sobre estes dois conceitos, pois se percebe como estes nos moldam como civilizaçào e como esta atitude nos tocou e sempre continua a tocar a todos, inclusive neste momento, uma época de verdadeiro 'panteísmo do belo' (Eco).

 

Mas, atençào, se de um lado, a Bellezza è um elemento que nos causa comoçào, alegria e maravilhamento, de outro, è um dos motivos de nosso pròpria estagnaçào como paìs (Itàlia). E este foi o mote do cineasta Paolo Sorrentino no filme La grande bellezza de 2013 que venceu o Prèmio Oscar e o Golden Globe. Aqui ele mostrou como a belleza da cultura italiana do passado nos deixa incapazes de reagir e sermos produtivos, pois tudo que è belo jà foi produzido...e aqui a ùnica estrada possìvel que ele nos mostra è a estupidez - às vezes intelectualmente profunda e maquiavélica.

 

Positiva ou negativa, entendida de forma tào atroz pelo cineasta, pouco nos importa neste momento: penso que em tempos de tanta escuridào intelectual, de tanta cretinice pessoal e de tanta superficialidade comportamental, a Bellezza, ou melhor, a vivència de #LaGrandeBellezza, que Eco definiu e explicou claramente em seu livro, deveria ser instituìda como uma regra social, uma lei polìtica, e ser sentida/vivida no dia a dia de cada um. Beleza deveria ser democràtica, sabe?

 

Estar imerso na beleza nào significa apenas cercar-se de lugares ou coisas bonitas obviamente e sim, existir neste mundo com um mood comportamental belo, positivo e alinhado com belos valores que, juntos, sào os elementos que vào nos ajudar a viver melhor e sair sem tantos arranhòes de tempos tào turbulentos.

 

Eu farei a minha parte mostrando a vocès o que è bello nesta Milano cheia de encantos, va bene? Vem comigo!

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