Milan Fashion Week 2016: o rei està nu. Definitivamente.

uma breve anàlise do novo fashion system em açào na exòtica Fashion Week milanesa.

Desfile de Moschino: para Jeremy Scott "fashion is on fire" !

No final, toda a Fashion Week de Milano è interessante. E mesmo que nào seja meu foco total na atualidade, tenho a obrigaçào, como trend analyst - e insider da cidade - de visualizar e entender o que està sendo colocado em movimento pelas maisons esta semana para compartilhar com quem nào pode participar. Nào sou fashionista e honestamente este lado da Moda nào me interessa, mas tenho total interesse nas mudanças profundas em ato que sào comunicadas pelas maisons atravès da origem inspiracional das coleções, da forma e como as apresentam e das estratégias de comunicação que eles metem em ato nesta semana.

 

E' destes pontos de investigaçào que partem a minha anàlise, e então, quem quiser saber das tendências, das cores, dos modelos, dos must have, do que fica mais bonito no biotipo, qual a makeup a combinar e etc, indico este site. Para quem quiser ir mais alèm, escrevi 3 posts: hoje temos um resumo, amanhà tem a anàlise da nova demanda de velocidade x criatividade no Fashion System e na quarta o veredicto final desta semana, com o que è realmente impactante e inspirador. Ou seja, o que fica desta semana realmente, no mundo.

Os referimentos à Natureza e a um lifestyle baseado no tempo Slow ficaram bem claros como vemos acima, no desfile de Gucci e no moodboard inspiracional de Prada.

A primeira constataçào: os ecos de Fast is Finished chegaram à Milan Fashion Week esta semana. Ficou claro que os estilistas nào conseguem mais reger os ritmos de produção que os obrigam a desenhar uma coleção ao mês, culpa segundo eles de Instagram (Massimo Giorgetti, da MSGM e diretor criativo de Emilio Pucci, limitou a influència do social network: em seu desfile do dia 28 de fevereiro em Milào as pessoas eram proibidas de fazer fotos e entào, postà-las) e da indústria fast fashion low cost.

 

Acredito em tantas outras causas tambèm, como o contínuo blablabla dos blogger e influencer, pessoas famosas e super ativas no social network que publicam muitas fotos ligadas à moda (geralmente em tempo real nos desfiles) e instalam o desejo aos demais de possuírem um vestido ou acessório em real time. Nào podem esperar atè que a coleção esteja nas vitrines, e, voilà, à isso atendeu Burberry prontamente este mès. Mas o que importa è que nesta Milan Fashion Week vimos muitas outras respostas a esta crise, que chegaram uma atrás da outra esta semana, essencialmente com Gucci, Prada e Moschino. Nào um caso as que dào a linfa principal à todo o fashion system italiano.

A Desconstruçào e Destruiçào atravès do fogo, vista em Moschino, è um tema do Product Design desde 2003, com a coleçào Smoke, de Maarten Baas para a Moooi, lançada no Salone del Mobile.

Bem, depois da escolha de Lightning de Final Fantasy como testimonial de Louis Vuitton, no final do ano passado, recebi com muito alívio o renascimento literal da Gucci, em carne e osso e nào virtualidade, atravès da mente genial de seu Creative Director Alessandro Michele, que literalmente transformou a imagem da marca. Adorei seu conceito, que bebe na intensa heritage da maison, claro, mas a atualiza de forma emblemática para a contemporaneidade. E começamos a verificar que o caminho traçado pela LV està realmente servindo de inspiraçào, ou ao menos dando elementos bem interesssantes a esta nova Gucci: foi o que me fez pensar quando vi a nova it-bag feita pelo artista Gucci Ghost...

...que nos faz recordar da icònica colaboraçào de Stephen Sprouse com Marc Jacobs, aquela que deu origem a Graffiti Collection de Louis Vuitton em 2001, e que "levantou" a moral da maison francesa em um momento bem negro de sua història...

TIME IS MONEY IS TIME

A LV conseguiu voltar pàgina da intensa crise que vivia no final do sèculo passado justamente com esta bolsa - e Marc Jacobs, considerado um enfant terrible à època - se lembram. O que nos faz pensar entào que crises na moda sào cìclicas, apenas com causas diferentes. No presente o fashion system está em crise desde 2010, e o marco ao menos para mim começa com o suicìdio de Alexander McQueen e quando John Galliano foi demitido por Christian Dior. Ano passado mais acontecimentos trouxeram esta discussão à tona, como quando Alexander Wang nào foi reconfirmado em Balenciaga, quando Raf Simons se demitiu de Christian Dior e Alber Elbaz foi licenciado de Lanvin. Todos sem exceção, talvez de formas diversas, admitiram que nào conseguiam seguir os ritmos velozes com os quais deviam “produzir” quatro a seis coleções por ano.

A responsabilidade depende em parte da fast fashion, com seu copy+paste frenético, desenfornando coleções novas no ritmos muito acelerado. Neste panorama, marcas low cost como Zara – e as do grupo Inditex como Bershka, Pull & Bear, Stradivarius, Massimo Dutti, Uterqüe e Oysho – Mango e H&M (que compreende Cos e & Other Stories) propõe uma moda bem mais econômica que segue as tendências do momento numa desova quase quinzenal.

E entào a moda hoje està enfrentando sérios problemas justamente pelos seus pontos de força: velocidade e mudança, que nào estão na pauta dos estilistas da forma como os investidores (leia-se acionistas dos grandes conglomerados como Kering e LVMH, por exemplo) das famosas players gostariam. Aqui, time is money, e fora deste eixo felizmente, mas porque podem permitir-se após anos dentro do sistema, ainda existem estilistas como Jean Paul Gaultier e Victor & Rolf, que renunciaram às linhas de prêt à porter e desenham somente para a haute costure ou alta moda.

 

Mas algo mudou neste panorama, e esta mudança vi justamente nesta semana de moda em Milano... (continua no blog, amanhà!)

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Comments: 2
  • #1

    Carolina (Monday, 29 February 2016 14:42)

    Fah! Não conhecia seu blog. Adorei sua análise e quero ver o post de amanhã!! !!!

  • #2

    Fernando Damasceno (Monday, 29 February 2016 14:44)

    Era hora de alguém aprofundar a moda sem falar só de tendências. Parabéns Fah virei seu fã e espero o post de amanhã e quarta para ter uma visão macro.

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