comportamento | Poliamor: onde mais è melhor

poliamorosA è UMA PESSOA QUE TEM MUITAS relações CONTEMPORANEAMENTE, ONDE INFIDELIDADE, TRAIçàO E AMANTES NàO FAZEM PARTE DO PACOTE...

Ohoh!!! Terminada a bagunça generalizada com o Family Day italiano (quem me segue no Facebook sabe exatamente o que penso a respeito) começa um zunzumzum na mìdia italiana, insinuando que a legalizaçào das relaçòes amorosas entre pessoas do mesmo sexo podem levar à uma "epidemia" (?) de Poliamor. Nào consigo entender o processo mental de quem acusa isto, mas o fato è que o poliamor nào è uma realidade distante do nosso dia-dia italiano, a julgar pelo mood das principais campanhas de moda Made in Italy (acima Gucci e abaixo Armani) que hà eras insinuam um poliamor vestido de um casto Ménage à trois. Aliàs, a quem interessar possa, esta bela expressào francesa nào indica somente uma relaçào sexual e sim, emocional, muito pròxima ao poliamor...

Segundo alguns estudos, 4 a 5% da populaçào mundial è poliamorosa e geralmente começa esta aventura cercando uma mulher livre e bissexual para cortejar, segundo o comportamento descrito pela sociòloga Elisabeth Sheff no The polyamorists next door (Os poliamorosos da porta ao lado).

 

Qual è a diferença entre Poliamor e Poligamia?
A poligamia pode ser poliginia (um homem, muitas mulheres) ou poliandria (uma mulher, muitos homens) e claramente è muito mais frequente a primeira. O poliamor pode ser de qualquer tipo e dimensào, de 3 atè uma rede infinita de partners, podem viver juntos ou nào, mas serào sempre parte do nùcleo familiar. Tem direitos iguais assim como responsabilidades! Psicologicamente as relaçòes sào governadas pelo partner dominante, geralmente o homem, e seu papel è o de coordenar como deve ser a relaçào e de escolher os novos elementos do grupo.

 

Vantagens e Desvantagens do Poliamor
De um lado positivo, existem mais pessoas que te conhecem na intimidade e te amam, com as quais vocè pode discutir, encontrar soluçòes, pagar as contas da casa, sem falar de que cria-se uma rede de apoio para tudo, que vai desde cuidar de vocè em caso de doença, em caso de desemprego, em caso de qualquer necessidade. Os avòs se multiplicam e com isso cuidar de filhos se torna mais fàcil, sem contar da quantidade de amigos que se unem em torno de uma relaçào poliamorosa. Vocè tem um partner para rir, outro para dançar, outro para fazer amor e por aì vai. Ou tudo junto, melhor ainda.

 

Na parte negativa, digamos, se uma relaçào "normal" monogàmica jà dà trabalho, imagine esta com mais pessoas. Trabalhar o ciùme aqui è fundamental e entào se vocè tem problemas com isso, certamente nào serà fàcil. Pesquisando em depoimentos de poliamoros porèm, descobri que  geralmente as pessoas poly tendem a prender a negociar sinceramente e a encontrar soluçòes para isso. As vezes è muito difìcil, e nào se pode, de jeito nenhum para o bem do grupo, esconder informaçòes ou comportar-se mal. Ou seja, o poliamor è uma soluçào para quem consegue colocar em uma relaçào o màximo de transparència.

 

Pode funcionar na sociedade atual?
Penso que sim, desde que a idèia central deste tipo de relaçào, ou seja, o da transparència e respeito mùtuo exista sempre, alimentado por um dialogo aberto e sincero. Para escrever este post folheei rapidamente o livro de Deborah Anapole Polyamory: The New Loving Without Limits que contèm uma quantidade enorme de conselhos para uma pràtica de poliamor eficiente e è o que eu indico a quem quer se aventurar nesta nova forma de amar. Uma delas por exemplo è a de mover-se no mesmo passo do parceiro mais lento e a outra è nunca forçar um parceiro a aceitar outra pessoa: o foco è em quem jà està junto.

 

Penso tambèm que de um ponto de vista bem realìstico, temos que considerar esta coisa toda a partir do ponto de que, se a infidelidade è uma coisa que vocè vai experenciar na sua vida (o French Institute of Public Opinion descobriu que mais de 50% dos espanhòis, belgas, franceses e italianos foi infiel ao menos uma vez na vida), aceitar o poliamor nào serà tào complicado! Na mesma pesquisa sò os Alemàes e Ingleses tem um percentual inferior, e entào a saìda para quem nào quer o poliamor pode ser namorar uma destas nacionalidades....risos.

E na Història? Como fica?
Creio ser muito imaturo prever uma revoluçào no amor ou na forma de amar dada a nossa liberaçào quase total neste tema: hoje somos livres para qualquer tipo de relaçào e entào, todas sào a tendència. Porèm, atè por razòes de sobrevivència, vejo a monogamia ainda como um forte standard em um perìodo que serà bem longo. De esclarecer tambèm que os poliamorosos nào combatem contra esta, mas pela liberdade de escolher como e quantas pessoas querem amar de forma transparente, sem hipocrisias e entào, nào se trata de revoluçào e sim de um nome novo a um comportamento bem antigo.

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Comments: 3
  • #1

    Carla Pontes (Tuesday, 02 February 2016 11:04)

    Oi,
    A sua abordagem è interessante, porquè fala da parte psicològica... Mas o poliamor seria algo factìvel como lei na Itàlia? Algum paìs jà fez alguma lei sobre isso...?
    Obrigada, e gostei muito do seu blog.
    Carla

  • #2

    Evandro (Tuesday, 02 February 2016 11:05)

    Humm...acho que no Brasil isso è visto de forma bem preconceituosa...talvez na Europa seja diferente...certo?
    Valeu a abrodagem!

  • #3

    Cidinha (Tuesday, 02 February 2016 14:34)

    Muito boa sua colocação Fah, fácil de entender e discernir uma coisa de outra coisa.
    Sou sua fã. bjssssss

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