future | Transhumanismo: morrer ou modificar-se?

Ele jà influencia o design dos novos objetos, os serviços e tecnologias, e, claro, nossos corpos e comportamentos. 

Hoje trago um tema polèmico, que està sendo amplamente discutido aqui na Europa: o Transhumanismo, tema presenta desde as covers (acima, Julho de 2015 no L'Obs) atè as matèrias centrais (abaixo Pieter Thiel) de vàrias revistas europèias e, pelo que vi, tambèm nos EUA: ali existe atè um partido polìtico, conduzido por Zoltan Itsvan, que se candidatou à presidència americana, o www.transhumanistparty.org.

 

Fique de olho, pois isso de primeira vista parece que nào tem nada a ver conosco, mas jà està influenciando e muito a forma como iremos criar objetos, serviços e tecnologias, e, òbvio, sobre nossos corpos e comportamentos.

 

Peter Thiel diz-se libertário e transhumanista. Gosto dele mas tambèm è mais um caso de contradição: odeia a Universidade, diz que a nova geração não deve freqüenta-la mas vem de Stanford e é' filósofo. Como ele teve boas idéias? Um mix de genialidade, oportunidade e conhecimento que de lá veio.

Do que se trata?

 

E’ sobretudo um movimento cultural, que afirma a modernidade tecnològica e cientìfica a fim de obter, a favor da nossa espècie, benefìcios fìsicos e fisiològicos (melhoramento da saùde e alongamento da vida), mental (potencializaçào das capacidades intelectuais) e sociais (melhor controle e organizaçào).

 

O termo, usado pela primeira vez em 1957 por Julian Huxley foi alargado, e hoje seu significado compreende uma maior e mais intensa interaçào com as màquinas (mecanismos cibernèticos) e um superamento dos atuais limites das capacidades humanas a favor de uma condiçào que apenas os super-heròis da nossa literatura e cinema conseguiram demonstrar. Segundo este movimento, as novas tecnologias, ou cièncias, que agora chamamos de biorobòtica, bioinformàtica, a nanotecnologia, a neurofarmacologia, nos levarà, sem que nos demos conta, a uma nova evoluçào post-darwiniana (Charles Darwin, ou a teoria da evoluçào das espècies, nda).

O que existe disto na atualidade? 

 

Transhumanismo não é uma nova invenção do nosso século, mas tem uma história longa e positiva, englobando invenções como: sementes OGM, òculos e lentes de contato, aparelhos auditivos, implantes cocleares, fones de ouvido Bluetooth, relógios e eletrônicos que se podem vestir, celulares, medicamentos e drogas, cirurgia estética, cirurgia de ponte de safena, estimuladores cardíacos e os mais conhecidos, os transplantes de órgãos.

 

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Atualmente, nos laboratòrios de todo o mundo se levam adiante os experimentos mais variados: Dedos da mào podem crescer em quatro semanas com a tècnica “pixie dust”. Braços e pernas substituìdos por elementos mecànicos acenando que no futuro poderemos superar em potència, sensibilidade e precisào aqueles biològicos.

 

Criam-se òrgàos biològicos funcionantes em laboratòrio, como no filme de Blade Runner e usamos pròteses de forma maciça. Se instalam microchips na retina, para dar a visào a cegos ou no cèrebro para permitir a paralìticos de acionar computador com o pensamento, como vimos com o brasileiro Juliano Pinto, de 29 anos, que chutou a Brazuca na abertura da Copa do Mundo de 2014, em São Paulo. O homem està, progressivamente, se fundindo com outros animais e màquinas.

 

Quais os problemas envolvidos?

 

Do ponto de vista bioètico as implicaçòes mais graves deste movimento sào a eliminaçào dos seres humanos imperfeitos ou com malformaçòes atravès de aborto ou diagnose prè-implante com fins de seleçào, causando o nascimento de seres humanos relativamente perfeitos. Ou seja, uma “leva” de pessoas que desde o ùtero nào irào desenvolver nenhum tipo de doença conforme a idade for avançando.

 

De outra parte, este movimento pode ampliar novas neuroses: alguns filòsofos e psicòlogos explicam esta “busca” da imortalidade atravès da inserçào de elementos mecànicos e eletrònicos, como um sintoma de uma neurose chamada Thanatophobia (medo da morte). Pessoalmente, eu não tenho medo da morte, seria uma perda para a minha família, mas eu não tenho medo por mim mesma. Eu não quero ser imortal, mas dada a oportunidade,  eu certamente iria tirar proveito dela: a vida è bela demais e passa tào ràpido nào è mesmo. Porque nào?

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